O MITO DE QUE A MULHER DIRIGE MAL


Muitas pessoas insistem em dizer que a mulher dirige mal, mas essa afirmação não passa de um mito. Veja por quê!
Quantas vezes, após presenciar uma “barbeiragem” no trânsito, você já ouviu ou até mesmo disse a expressão: “só pode ser mulher”? É difícil encontrar um brasileiro que nunca tenha ouvido essa fala, que ajuda a propagar a ideia de que as mulheres não são boas motoristas.
Porém, assim como em inúmeras outras situações, trata-se de mais um mito que paira no imaginário da sociedade acerca da (não) capacidade feminina. Os números, porém, dizem o contrário. Entenda por quê!
Será que mulher dirige mal?
Você já deve ter ouvido a frase “mulher no volante, perigo constante”, não é mesmo? Pois saiba que, na prática, é bem diferente. Segundo dados do Detran-DF, a quantidade de acidentes com vítimas fatais causados por homens foi quatro vezes e meia maior do que por mulheres. E esta média já foi ajustada à proporção de motoristas homens e mulheres.
Elas têm uma probabilidade muito menor de acionar o seguro do que os homens. É o que demonstra uma pesquisa realizada por uma seguradora britânica. A pesquisa observou a frequência de bons e maus hábitos de direção entre homens e mulheres em um cruzamento de Londres.
Ao final, as mulheres conseguiram melhor pontuação do que os homens: elas atingiram 23,6 pontos de um total de 30, enquanto os homens chegaram à média de 19,8 pontos.
Apesar dos resultados, a pesquisa também revelou que até as mulheres acreditam que dirigem mal. Apenas 28% das entrevistadas se definem como melhores motoristas quando comparadas aos homens. Ou seja, 72% acredita que a mulher dirige mal.
Isto é um indício daquela velha história de que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade, algo que a partir de agora temos dados para refutar.

De onde vem esse mito?

Existem dois possíveis motivos que explicam por que o mito de que a mulher dirige mal é tão propagado. O primeiro deles tem origem na ideia de que o universo automotivo é um território masculino. 
Essa diferenciação começa desde a infância. Brinquedos e jogos de carrinhos são direcionados para meninos, enquanto que o universo das meninas está restrito a atividades ligadas à beleza e à maternidade. Um estudo da UNESCO comprovou a influência disso no desenvolvimento e percepção das habilidades de meninos e meninas. As brincadeiras de criança acabam influenciando até mesmo na escolha das profissões futuramente.
Dirigir significa ter autonomia de ir e vir. É por isso que, historicamente, as mulheres nunca foram estimuladas a estar na direção. Até pouco tempo atrás, os homens eram os chefes e mantenedores da família. Esse comportamento ainda prevalece em sociedades conservadoras como a Arábia Saudita, onde mulheres eram proibidas de dirigir por lei . Tudo isso contribui para a ideia de que, quando uma mulher dirige, ela está “invadindo” um território que não é seu. Logo, sua capacidade é colocada em xeque.
Outro fator que contribui para esse mito é a ideia equivocada do que é dirigir bem. As mulheres tendem a ser mais atentas e cuidadosas, o que faz com que elas andem em menor velocidade. Por isso muitos homens acusam o sexo oposto de ser lento enquanto dirige. Para muitos, ter mais controle do carro e dirigir em altas velocidades é sinônimo de ser um bom motorista. Porém, é justamente este o estilo de direção que causa mais acidentes fatais, como visto nos números acima.
E aí, ficou surpreso com a informação? Você também achava que a mulher dirigia mal?
Agora, você já sabe: na próxima vez que ouvir ou dizer que alguém está “dirigindo como mulher”, isso deverá ser encarado como um elogio!

Fonte: Mais Mulher
Publicação Joraci de Lima

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