A LAM caracteriza-se por um tipo não usual de células musculares que se proliferam no tecido dos pulmões, causando obstrução brônquica e vascular. A doença é progressiva, degenerativa, sem cura e atinge principalmente mulheres em idade fértil.
“Eu sentia um cansaço sem fim, mas pensava que era stress”, contou Verônica Borges, de 39 anos. Ela só buscou ajuda médica quando começou a sentir dores abdominais.
Outros sintomas da LAM são falta de ar, dor no tórax ou nas costas. Por isso, ela é facilmente confundida com outras doenças pulmonares, como asma, bronquite e enfisema. Para se ter um diagnóstico preciso, é utilizada a tomografia computadorizada do tórax e uma biópsia do tecido pulmonar.
O pneumologista Bruno Baldi, do Hospital das Clínicas de São Paulo, estima que entre 400 e 500 brasileiras sejam portadoras de LAM. Ele explica que só 30% das pacientes precisam de medicação, nos outros casos, é necessário controlar a doença com exames a cada seis meses.
Às mulheres com Linfangioleiomiomatose, a Associação LAM do Brasil (Alambra) recomenda seguir um estilo de vida saudável, inclusive com a prática de exercícios físicos. Não é recomendado viajar para lugares onde não há ajuda médica por perto ou para regiões muito altas, onde as bolhas do pulmão tendem a se expandir, já que ⅔ das portadoras de LAM têm episódios de pneumotórax e precisam de hospitalização.
Fonte: Pneumoblog
Publicação Joraci de Lima

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